Há alguns fatores de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas a hipertensão é o principal. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 80% das pessoas que sofrem um derrame são hipertensas. O índice normal da pressão arterial é de 12 por 8. Quando ela está muito elevada, pode lesionar os vasos sanguíneos do cérebro e favorecer o problema.

A hipertensão favorece o surgimento de aterosclerose (acúmulo de placas na parede das artérias). No caso, o AVC isquêmico é quando vasos do cérebro ficam obstruídos e o sangue não consegue mais chegar ao órgão. No caso do AVC hemorrágico, a hipertensão é responsável pela fragilidade de pequenos vasos presentes no cérebro. Com o passar do tempo, esses vasos podem se romper e causar um sangramento, o que caracteriza esse tipo de derrame, geralmente menos frequente, mas mais grave.

O Brasil tem a quarta maior taxa de mortes causadas por derrame cerebral entre os países da América Latina. De acordo com informações do Ministério da Saúde, ele é responsável por 10% das internações em hospitais públicos no país e uma das principais causas de incapacidade adquirida em todo o mundo.

Controlar a pressão arterial diminui em 42% o risco desse problema, além de reduzir o risco de diversas outras doenças cardiovasculares, como o infarto. A adoção de hábitos saudáveis é a forma mais eficaz de aumentar a expectativa de vida de pacientes hipertensos, que também devem fazer tratamento, medir a pressão diariamente e ter acompanhando médico regular.





Tags: Pressão arterial; hipertensão; AVC



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