Você sabia que pacientes portadores do vírus da hepatite C têm quatro vezes mais risco de desenvolver diabetes tipo 2 que indivíduos que nunca tiveram contato com o vírus?

O vírus da hepatite C é capaz de interferir nos níveis de insulina, hormônio essencial para o metabolismo da glicose. Essa alteração faz com que o corpo entenda que precisa produzir mais insulina para manter o nível normal de açúcar. Aos poucos, os portadores vão desenvolvendo resistência ao hormônio e, posteriormente, intolerância à glicose, fase em que a pessoa se torna propensa ao diabetes.

Como a hepatite C é uma doença de progressão lenta (de 25 a 30 anos) por conta da enorme capacidade do fígado de se regenerar, dos dois milhões de portadores, aproximadamente 70% não fazem ideia de que estão contaminados.

A boa notícia é que a hepatite é altamente curável e há tratamento disponível no SUS. Ao eliminar o vírus, o risco de desenvolver diabetes no futuro diminui.

A dica fundamental é fazer o teste anti-HCV, rápido, indolor e que pode ser feito com apenas uma gota de sangue. A recomendação é que se solicite a indicação durante consultas de rotina. No entanto, também pode ser realizado de forma espontânea em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) do SUS.





Tags: Hepatite ; diabetes; fígado; insulina



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