Histórico e características do ciclo menstrual estão entre as informações que devem ser reportadas.

 

Decidiu adotar a pílula anticoncepcional como método contraceptivo? Uma amiga falou maravilhas de uma marca diferente da sua (e você quer experimentar)? O orçamento pesou e você está pensando em trocar por um medicamento mais barato?

O melhor conselheiro não está entre os amigos e nem em uma busca na internet. A indicação deve vir de um profissional ginecologista, que irá prescrever a pílula mais adequada a partir das condições de saúde da paciente. Contudo, não devemos deixar essa tarefa somente nas mãos do médico. Também é papel da mulher trazer informações essenciais e tirar as dúvidas sobre o assunto, para que a indicação seja feita com mais segurança.

O histórico de saúde pessoal e familiar é uma informação extremamente útil para o médico, já que há uma chance de que algumas condições (principalmente problemas cardiovasculares) sejam agravadas pelo uso da pílula. Portanto, relacione familiares que possuem ou já apresentaram problemas desse tipo, como hipertensão e infarto.

O tabagismo é outro fator crucial que deve ser mencionado, fumar ou não faz toda a diferença entre as diferentes pílulas que podem ser receitadas, pois algumas aumentam muito o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto e trombose.

Lembre-se de relatar se você está tomando algum medicamento, pois ele pode interferir na eficácia do anticoncepcional. Algumas interações fazem o efeito contraceptivo reduzir pela metade!

Informar ao médico sintomas que normalmente ocorrem durante seu ciclo menstrual, como inchaços, dores de cabeça e cólicas também ajuda o profissional a fazer a prescrição mais adequada para o seu perfil.

Uma vez definido o medicamento, permaneça atenta É fundamental registrar os efeitos colaterais durante o uso. Muitas mulheres devem estar acostumadas a muitos deles, como enxaquecas, enjoos, retenção de líquido, aumento de peso e alterações no humor. Não considere tudo normal. Alguns desses sintomas estão diretamente associados ao tipo de hormônio empregado na pílula, e relatar os desconfortos ajuda a encontrar a pílula ideal para você.

Por fim, faça valer sua consulta e antecipe dúvidas que você pode ter. Dá pra emendar uma cartela na outra? O que fazer em caso de esquecimento? Há alguma contraindicação? Se deixar para pensar na hora, muita coisa pode ficar de fora.

Não omita nenhuma informação que lhe pareça importante. Lembre-se: ninguém melhor do que você para traduzir para o médico as necessidades do seu corpo.





Tags: contracepção, pílula, ciclo menstrual



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