Hipertensão é mais comum em pessoas negras

 

A pressão alta é uma das doenças crônicas mais conhecidas entre os brasileiros. Pudera, mais de 30 milhões no país são hipertensos. Por motivos genéticos, a doença se manifesta de forma mais grave em pessoas negras e seus descendentes, que representam 54% da população. Nelas, a doença costuma surgir mais cedo e tende a progredir mais rapidamente.


A explicação é que os negros que vinham para o Brasil em navios negreiros sofriam com a perda de água devido a infecções, diarreia e outros problemas decorrentes das condições insalubres. Assim, aqueles que retinham sal, retinham mais água, e assim tinham mais chance de sobreviver. Atualmente, reter mais sal tornou-se uma desvantagem, já que ele contribui para o aumento da pressão arterial. 

 

Geralmente, pessoas com pressão alta não apresentam sintomas, então, pessoas negras devem fazer exames periódicos para saber se estão desenvolvendo a doença. Quem já sabe que tem hipertensão deve fazer a medição regularmente no trabalho e em casa. O ideal é ter disponível um aparelho sempre com você (eles podem ser adquiridos em farmácias). Controlar a pressão é importante porque ela sobrecarrega o organismo e pode causar problemas graves, como infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. A medida máxima deve ser o famoso 12 por 8, podendo variar um pouquinho dentro desses números.  

 

Mesmo que não tenha cura, a hipertensão pode ser controlada por meio de medicamentos e uma alimentação balanceada com pouco sal e gordura, rica em frutas, verduras, legumes, cereais e moderando o consumo de álcool. Meia hora de exercícios físicos diários, cinco vezes por semana, também previnem e ajudam no tratamento. 

 





Tags: hipertensão, genética



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