Ao primeiro sinal de nariz entupido, muitos recorrem ao uso dos descongestionantes nasais. Utilizados com critério, sob orientação médica e por prazo determinado (cinco dias, no máximo), eles proporcionam alívio quase imediato, porque contêm agentes vasoconstritores em sua fórmula. Resultado: os vasos contraem e o fluxo de sangue diminui, o que faz com que o inchaço provocado pelo acúmulo de líquido na região também regrida, abrindo espaço para o ar fluir normalmente.

O problema é o abuso do uso dessas substâncias. Entre as possíveis reações adversas está a rinite medicamentosa (ou congestão nasal de rebote), que é quando o paciente passa a ter congestão nasal provocada pelo próprio medicamento. Outra reação comum é a taquifilaxia (diminuição da resposta ao medicamento), também chamada de dessensibilização. Nesses casos, o organismo deixa de responder às doses usuais recomendadas na bula. Nos dois casos, costuma ocorrer uma necessidade de uso de uma dose maior e mais vezes por dia, o que contraria a indicação aprovada como segura e que consta na bula. Dessa maneira, o uso indevido pode acabar tornando os pacientes dependentes.

Segundo dados fornecidos pelo Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas de São Paulo), depois dos anti-inflamatórios e dos analgésicos, os descongestionantes nasais são os medicamentos de venda livre que mais complicações graves podem apresentar se usados incorretamente. Elevação da pressão arterial, insônia e taquicardia estão entre os efeitos colaterais.

Uma dica para evitar a congestão nasal é manter a mucosa da região bem hidratada usando umidificadores de ambiente e tomar banho quente para que o vapor da água umedeça as vias respiratórias. Lavar as narinas com soro fisiológico duas vezes por dia também pode ajudar. Faça uso dessas recomendações para ter sempre os descongestionantes como um aliado seguro.

 





Tags: congestão nasal; descongestionantes; soro fisiológico



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