A asma grave costuma surgir na infância, e seus sintomas são mais frequentes e intensos do que na forma leve ou moderada da doença. Entre eles estão dificuldade para falar, chiado no peito e cansaço. De 5% a 10% dos casos de asma são graves, e portadores desse tipo vão ao hospital até 15 vezes mais que aqueles que têm o tipo leve.

De acordo com o Caderno de Atenção Básica sobre Doenças Respiratórias Crônicas do Ministério da Saúde, a avaliação da gravidade da doença deve ser feita no período entre crises, por meio da análise da frequência e intensidade dos sintomas, frequência do uso do broncodilatador e/ou por avaliação da função pulmonar. Na asma leve, os sintomas podem se manifestar mais de duas vezes por semana, enquanto na grave eles podem ser diários.

A principal diferença no tratamento entre os diferentes graus da doença é que, no caso da asma grave, o paciente precisa de uma quantidade maior de medicação para conseguir controlar o problema. Além de doses mais altas, pode ser necessária também a combinação de medicações preventivas.

É importante buscar administrar a doença para que os pacientes mantenham uma boa qualidade de vida, já que as crises podem levar a hospitalizações frequentes, prejudicando sua rotina e suas atividades de trabalho e estudo, por exemplo.

Ao asmático cabe a disciplina para seguir o tratamento à risca, sempre com recomendação médica, para controlar os sintomas no dia a dia e diminuir o risco de perda de função pulmonar no futuro.

Além do tratamento medicamentoso, seja qual for a gravidade da asma, é recomendado reduzir a exposição aos fatores agravantes ou desencadeadores, como pólen, ácaros, poeira, fumaça, mofo, pelos de animais, poluentes do ar, gases químicos, inseticidas e perfumes. O cigarro é extremamente prejudicial para quem tem asma, e o ideal é que não só o asmático não fume, mas que ninguém da família seja tabagista.

Outros itens que podem ser agravantes são produtos de limpeza e de higiene pessoal e cheiro de tinta. Exercícios físicos moderados, como caminhar, nadar e pedalar são benéficos, mas atividades intensas em geral devem ser evitadas. Busque a orientação de um médico para encontrar uma rotina equilibrada.





Tags: asma; tratamento; asmático; agravantes



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