Pacientes que têm hipertensão podem ter a chamada crise hipertensiva, episódio em que ocorre um aumento súbito da pressão arterial. Se não for controlada, a crise pode atingir os órgãos-alvo (cérebro, coração, artérias e rins) e ser fatal.

A crise hipertensiva acontece quando a pressão sistólica (número mais alto) é igual ou maior que 180 e a pressão diastólica (número mais baixo) é igual ou maior que 120. Vale lembrar que a medida normal para a pressão arterial é de até 120 (sistólica) e até 80 (diastólica), o conhecido "12 por 8".

O problema pode ser caracterizado como emergência hipertensiva ou urgência hipertensiva. No primeiro caso, ocorre uma deterioração dos órgãos-alvo e há sério risco de morte. Em geral, nessas situações a elevação está associada a alguma lesão grave, como infarto, encefalopatia, edema agudo pulmonar ou AVC.

No segundo caso, de urgência hipertensiva, os sintomas são mais leves, como dor de cabeça, tontura e zumbido. O risco é menor e a pressão arterial pode ser baixada lentamente (em questão de horas), diferente da emergência, situação em que é necessária uma redução imediata para proteger a vida.

Normalmente, a crise acontece em hipertensos que não estão com a doença controlada. O paciente deve ir imediatamente ao pronto socorro para receber o tratamento adequado e obter um diagnóstico sobre o tipo de crise. Nas emergências, há necessidade de internação na UTI para que o paciente seja monitorado e tratado adequadamente.

É fundamental buscar acompanhamento médico para controlar a hipertensão e evitar crises. Além dos remédios, o tratamento para hipertensão também envolve mudanças no estilo de vida. Os riscos e benefícios de cada medicamento, assim como outras recomendações, devem ser discutidos caso a caso. Não interrompa ou reduza a dosagem por conta própria.

 





Tags: hipertensão; pressão arterial;



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