Entre uma e seis crianças a cada mil recém-nascidos apresentam perda auditiva. No entanto, se ela for diagnosticada logo no nascimento – e o tratamento iniciado até os 6 meses de vida –, as crianças apresentam desenvolvimento muito próximo ao de uma ouvinte.

Graças ao Teste da Orelhinha, realizado com a ajuda de equipamentos de última geração, é possível identificar a perda auditiva ainda no período neonatal, para permitir a intervenção precoce e, assim, evitar alterações de fala e de linguagem da criança, desvinculando a surdez da mudez.

“O sistema auditivo está formado a partir do quinto mês de gestação e, após o nascimento, o desenvolvimento do sistema auditivo central acontece a partir da estimulação auditiva. Qualquer problema auditivo deve ser detectado logo no nascimento, para que seja devidamente tratado e não venha prejudicar o desenvolvimento da fala e da linguagem da criança”, explica o responsável pelo Departamento de Otorrinolaringologia da Maternidade de Campinas, Dr. Luis Miguel Chiriboga.

De acordo com o especialista, qualquer bebê pode apresentar um problema auditivo ao nascer ou adquiri-lo nos primeiros anos de vida, mesmo que não haja casos de surdez na família ou fatores de risco aparentes. “O diagnóstico após os seis meses de vida pode trazer prejuízos ao desenvolvimento da criança e na sua relação com a família”, alerta.

Teste da Orelhinha

A triagem auditiva é feita inicialmente por meio do exame de Emissões Otoacústicas Evocadas, realizado no segundo ou no terceiro dia de vida, ainda durante o período de internação, com o bebê em sono natural. Dura entre 5 e 10 minutos, não tem contraindicação, não incomoda e não acorda o bebê por não exigir nenhum tipo de intervenção invasiva.

As Emissões Otoacústicas Evocadas são os sons captados pelo equipamento utilizado, provenientes da cóclea (parte auditiva do ouvido interno), após receber um estímulo sonoro.

O método não tem como objetivo quantificar a deficiência auditiva, porém detecta a sua ocorrência, considerando que as emissões otoacústicas estão presentes na grande maioria das orelhas funcionalmente normais. Elas deixam de ser observadas quando existe qualquer alteração auditiva.

A falha detectada no primeiro exame pode demonstrar que a criança apresenta perda auditiva ou está com a orelha obstruída. Como no recém-nascido a obstrução é comum e causada por vérnix (substância gordurosa que envolve todo o corpo do bebê no nascimento), caso ocorra falha no primeiro exame, esse bebê deve retornar no período de 15 dias para reteste.





Tags: teste da orelhinha; surdez; estimulação auditiva



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